Xilogravuras

Em 2013 ocorreu a primeira exposição de xilogravuras de Pedro de Lima, no lançamento do livro "Para amigos diversos", na sala do NAC (Núcleo de Arte e Cultura), no Centro de Convivência da UFRN. A exposição celebrava esta obra composta de poemas, escritos ao longo de sua trajetória, acompanhados de suas ilustrações, que marcaram esse momento de redescoberta da arte praticada na juventude.

A produção continuou nos anos seguintes. E, em 2014, Pedro começou a explorar as possibilidades formais das mandalas orientais; em sua percepção, o formato circular, a repetição de traços e o entrelaçamento dos desenhos permitem criar imagens geométricas bastante expressivas.

A partir de 2015, a sua criação de mandalas passou a retratar temas específicos da história humana e, particularmente, da formação da sociedade brasileira.

São desenhos que remetem aos nossos antepassados homo sapiens, nas savanas do continente africano, pinturas rupestres, imagens gravadas nos utensílios marajoara, lendas e tradições indígenas e afro-brasileiras, folguedos e festas da cultura popular.

Estas mandalas deram origem à obra publicada em 2019 "Encantos do Brasil - Xilogravura e Cultura popular".

A seguir, alguns registros das exposições e lançamentos de livros: fotos do lançamento de Encantos, em maio de 2019, na Galeria do NAC, UFRN (Natal, RN). Cartazes de duas exposições: uma no Instituto Cultural do Cariri, no Crato (CE), no lançamento do mesmo livro (2019) e outra no IFCE, em Juazeiro do Norte (CE), sobre as matrizes indígenas e africanas de nossa cultura, em novembro de 2018. Por fim, algumas fotos, o cartaz e o comentário de um crítico de arte, referentes à primeira exposição, em 2013, do livro Para amigos diversos, também na Galeria do NAC, em Natal (RN).

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Como são feitas as xilogravuras?

A arte da xilogravura, palavra que, em grego, significa gravura em madeira, foi desenvolvida na China há mais de mil anos.

É uma das técnicas mais antigas de impressão.

 

Trata-se de entalhar a madeira com desenhos e/ou escritos para, em seguida, cobri-la de tinta e, pressionando sobre um papel, obter uma espécie de carimbo.

A seguir, imagens e explicações sobre o processo de xilogravar.

Para fazer uma matriz de xilogravura desenha-se o tema escolhido, primeiro, no papel (rascunho) para, em seguida, desenha-lo sobre um pedaço de madeira, também chamado de suporte.

Depois, começa o trabalho de esculpir o desenho, já marcado à lápis, 

na madeira. Para isso, usa-se a goiva, um tipo de canivete.

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Terminada a fase de talhar a madeira, inicia-se o procedimento de impressão.

Após cobrir a matriz de tinta,

coloca-se uma folha de papel sobre ela

e a pressiona manualmente,

em um prelo ou numa prensa.

Assim, a imagem do desenho é transferida da madeira para o papel.

A xilogravura é uma arte de reprodução,

pois, a partir de uma matriz se obtém mais de uma cópia.

"Sempre estranhei as imposições do mercado que limitam o número de cópias e determinam a destruição das matrizes de cada xilogravura, tendo em vista sua valorização monetária. Considero isso um desperdício egoísta", 

afirma Pedro.

Enfim, através da xilogravura é possível unir arte e democracia - público, obras e artista.

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