• Pedro de Lima

Fernando Pessoa

Atualizado: 26 de Out de 2020


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Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em 13 de junho de 1888 e faleceu, também em Lisboa, em 30 de novembro de 1935.


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Encontrar com Fernando Pessoa foi outro grande acontecimento.


Primeiro foram os poemas do Mensagem, com versos de me marcaram e me acompanham desde então.


Depois vieram os heterônimos, com poemas contundentes, como Poema em linha reta e, digamos, românticos, como este:


A flor que és/ não a que dás/ eu quero./ Por que me negas/ o que te não peço?/ Tempo há para negares/ depois de teres dado…


Conheci Pessoa quando fui do Crato para Brasília em 1968. Cheguei lá em fevereiro, depois do vestibular, que só fiz em janeiro do ano seguinte. Então vivi todo o ano de 1968, em Brasília, morando em um barraco, que servia de alojamento, dentro da UnB.


Quando não tinha passeata na W3 ou invasão da polícia no Campus, geralmente eu passava o dia inteiro na Biblioteca Central.


Lia as coisas para o vestibular. Mas lia outras coisas: antropologia, história, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Jorge Amado e Guimarães Rosa, principalmente. E também lia Fernando Pessoa.


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PESSOA

Pessoa

poeta diverso

de si mesmo

verso e reverso.

No espelho onde se via

um poeta duvidava

outro consentia

um chorava

outro sorria.

Pessoa

poeta vário.

Não o que é

mas, ao contrário

aquele que nega

quando dá

o que navega

em alto mar

o que caminha

em linha reta

o que pede, dar

e se entrega.

Pessoa

poeta movimento

entre razão

e sentimento.

Um poeta é equação

o outro, fingimento.

Um é amor e humor

outro é prazer e dor

esclarecimento.

Pessoa

poeta plural.

Um sente saudade

outro de verdade

ama Portugal.



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